quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BLOG ESTÁ DE VOLTA...AGORA A PARTIR DE ANGOLA!

O blog de Geografia (e em tempos idos de Área de Integração) está de volta e agora em latitudes mais quentes...mais concretamente em Angola.
Após 50 dias em território angolano e depois de algum estudo sobre a históra, geografia e outras coisas mais sobre Angola (e também África) vou-me debruçar sobre este vasto território que tem imenso para contar, desvendar e com vontade de mais estudar. 
Hoje dedicarei atenção aos rios de Angola. 
 A Rede Hidrográfica de Angola


Os cursos de água em Angola têm a sua origem na vertente ocidental e correm quase todos de leste para oeste, em direção ao Atlântico.

Há cursos de água de alimentação constante ou regular, rios cujo caudal varia com as estações (das chuvas e do cacimbo) e rios temporários. Os rios que correm em Angola, na sua maioria, são temporários. De entre os cursos de água de alimentação constante, destaca-se o rio Zaire, o que se justifica pela sua localização na zona de chuvas permanentes. Os rios do sul, como o Bero, na província do Namibe, correm nas regiões secas e são temporários. Com exceção do rio Zaire, a grande maioria dos rios em Angola não são propícios à navegação, mas são importantes fontes de energia.
Destacam-se, de entre os mais importantes rios:
-  o Zaire, na fronteira Norte, que, apenas numa parte do seu curso corre em Angola;
-  o Kwanza, com uma extensão navegável de 960 km;
- o Cunene que, do Planalto Central, corre para a fronteira sul, numa extensão navegável de 200 km;
- o Kubango, com 975 km, avança em direcção à República da Namíbia.


Os grandes recursos hídricos superficiais de Angola encontram-se nos topos dos planaltos do Huambo, Bié e Moxico, escoando parte para o Oceano Atlântico através dos rios Zaire, Kwanza (o maior rio que corre exclusivamente em território angolano e o mais navegável rio de Angola) e Cunene; e outra para o Oceano Índico através dos rios Zambeze, Cuando e Cubango.
O potencial hidrográfico de Angola, em conjunto com a República do Congo e a República Democrática do Congo, representa mais de metade dos recursos hídricos do continente africano.
 SABIAS QUE: 

• Zaire (ou rio Congo) – tem 4.7 mil Km de comprimento, sendo o 2.º maior rio de África, após o rio Nilo, atravessa a República Democrática do Congo até chegar a Angola.
• Zambeze – tem 2.6 mil Km de comprimento, nasce na Zâmbia, passa por Angola, estabelece a fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabué, e atravessa Moçambique.







sexta-feira, 15 de março de 2013

ONU: Portugal sofre a maior queda no Índice de Desenvolvimento Humano

Relatório do Desenvolvimento Humano - 2013
A Ascensão do Sul: Progresso Humano num Mundo Diversificado

Quanto à evolução do Índice de Desenvolvimento Humano, que não tem apenas em conta o produto e o rendimento, mas também a esperança de vida e a escolaridade da população, as Nações Unidas estão otimistas ao verificarem que "o ritmo de progresso do IDH foi mais rápido nos países que se situam nas categorias baixa e média do desenvolvimento humano. Trata-se de uma boa notícia", afirma o relatório, embora assinale que "não será desejável, nem sustentável, que os progressos no IDH sejam acompanhados pelo aumento das desigualdades de rendimento, padrões insustentáveis de consumo, despesas militares elevadas e uma fraca coesão social". 
"Como foi possível a tantos países do Sul mudar as suas perspetivas em matéria de desenvolvimento humano?", questiona a dada altura o relatório da ONU, apontando três fatores para explicar essa evolução: "um Estado pró-ativo no domínio do desenvolvimento; a exploração de mercados mundiais e uma aposta numa política social inovadora". No entender do relatório, estes fatores põem em causa as "abordagens preconcebidas e prescritivas: por um lado, põem de lado uma série de procedimentos coletivistas e geridos a nível central e, por outro, afastam-se da liberalização desenfreada adotada pelo Consenso de Washington.
  Portugal na contramão da estrada do desenvolvimento humano
Se o otimismo é a tónica geral do relatório em relação aos países do Sul, os leitores portugueses do relatório ficam sem grandes razões para festejar: o país é o campeão das descidas no Índice de Desenvolvimento Humano 2012, caindo 3 lugares. Portugal ocupa agora a 43ª posição em 187 países, entre os Emirados Árabes Unidos e a Letónia. Ou seja, está apenas 5 lugares acima da linha que separa os países com desenvolvimento humano na categoria "muito elevado" dos que pertencem à categoria "elevado". Em comparação, a Grécia manhtém-se estável no 29º lugar do índice e a Espanha também mantém o 23º lugar nesta lista de países.
A par do Indice do Desenvolvimento Humano, que "reflete o desenvolvimento humano potencial, que poderia ser alcançado se as realizações fossem distribuídas de forma igualitária entre os residentes" de cada país, a ONU apresenta o mesmo índice ajustado à desigualdade, que desconta "o valor médio de cada dimensão [saúde, educação e rendimento] de acordo com o seu nível de desigualdade". Neste índice ajustado à desigualdade, Portugal regista uma perda de 10,8% em relação ao índice original.
Este retrocesso do desenvolvimento humano português vem contrariar a tendência positiva que se registava nas últimas décadas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

PORTUGAL CONTINENTAL: RELEVO

Dimensões do país : 218 a 112 km no sentido dos paralelos; 600 km no sentido dos meridianos (de 37°N a mais de 42°N). Consequências imediatas: os maiores contrastes serão, a priori, os que se estabelecem entre o Norte e o Sul. Esse facto ganha, ainda, maior realce se se atentar em que Portugal se situa, em termos climáticos, numa faixa de transição.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

URGE DESPERTAR AS CONSCIÊNCIAS

A injustiça avança a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: como é, assim será
Nenhuma voz além dos que mandam será ouvida
E em todos os mercados proclamam a exploração;
Isto é apenas o começo
Mas entre os oprimidos, muitos agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
Nada continuará a ser como é
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? De nós também
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que haverá aí que o retenha?
E nunca será: ainda hoje!
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

Elogio da Dialética — Bertolt Brecht