terça-feira, 29 de outubro de 2013

Uma viagem pelos principais rios do planeta...



I. Rios Mundiais
Os rios são sistemas organizados de drenagem das águas continentais que as levam dos pontos mais elevados para os mais baixos. Os três maiores rios do mundo em extensão são o Nilo, o Amazonas e o Yangtzé e as maiores bacias hidrográficas são as dos rios Amazonas, Congo e Mississipi.  O rio mais caudaloso do mundo é o rio Amazonas.
Principais Rios Mundiais (clica na imagem para ver melhor)


Rio Amazonas - Brasil


O rio Amazonas é a maior bacia hidrográfica do mundo com cerca de um quinto do fluxo pluvial do planeta. Ele nasce na Cordilheira dos Andes, no sul do Peru, e desagua na outra extremidade do continente, no oceano Atlântico





  • ·         O rio Amarelo (Hwang Ho) é o segundo maior rio da China. O seu nome deve-se à enorme quantidade de lodo que transporta, sendo por isso considerado o rio mais lamacento do mundo. Tem um grande poder de sedimentação e os lodos amarelos transportados entulham permanentemente o seu leito. Estes enormes depósitos foram o berço da civilização chinesa da mesma forma como o Nilo o foi para o Egito.
  • ·         O rio Congo (antigo Zaire) é o rio mais profundo do mundo, há lugares que chegam a 230 metros de profundidade. Também possui a segunda maior bacia hidrográfica do mundo, após o Amazonas.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BLOG ESTÁ DE VOLTA...AGORA A PARTIR DE ANGOLA!

O blog de Geografia (e em tempos idos de Área de Integração) está de volta e agora em latitudes mais quentes...mais concretamente em Angola.
Após 50 dias em território angolano e depois de algum estudo sobre a históra, geografia e outras coisas mais sobre Angola (e também África) vou-me debruçar sobre este vasto território que tem imenso para contar, desvendar e com vontade de mais estudar. 
Hoje dedicarei atenção aos rios de Angola. 
 A Rede Hidrográfica de Angola


Os cursos de água em Angola têm a sua origem na vertente ocidental e correm quase todos de leste para oeste, em direção ao Atlântico.

Há cursos de água de alimentação constante ou regular, rios cujo caudal varia com as estações (das chuvas e do cacimbo) e rios temporários. Os rios que correm em Angola, na sua maioria, são temporários. De entre os cursos de água de alimentação constante, destaca-se o rio Zaire, o que se justifica pela sua localização na zona de chuvas permanentes. Os rios do sul, como o Bero, na província do Namibe, correm nas regiões secas e são temporários. Com exceção do rio Zaire, a grande maioria dos rios em Angola não são propícios à navegação, mas são importantes fontes de energia.
Destacam-se, de entre os mais importantes rios:
-  o Zaire, na fronteira Norte, que, apenas numa parte do seu curso corre em Angola;
-  o Kwanza, com uma extensão navegável de 960 km;
- o Cunene que, do Planalto Central, corre para a fronteira sul, numa extensão navegável de 200 km;
- o Kubango, com 975 km, avança em direcção à República da Namíbia.


Os grandes recursos hídricos superficiais de Angola encontram-se nos topos dos planaltos do Huambo, Bié e Moxico, escoando parte para o Oceano Atlântico através dos rios Zaire, Kwanza (o maior rio que corre exclusivamente em território angolano e o mais navegável rio de Angola) e Cunene; e outra para o Oceano Índico através dos rios Zambeze, Cuando e Cubango.
O potencial hidrográfico de Angola, em conjunto com a República do Congo e a República Democrática do Congo, representa mais de metade dos recursos hídricos do continente africano.
 SABIAS QUE: 

• Zaire (ou rio Congo) – tem 4.7 mil Km de comprimento, sendo o 2.º maior rio de África, após o rio Nilo, atravessa a República Democrática do Congo até chegar a Angola.
• Zambeze – tem 2.6 mil Km de comprimento, nasce na Zâmbia, passa por Angola, estabelece a fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabué, e atravessa Moçambique.







sexta-feira, 15 de março de 2013

ONU: Portugal sofre a maior queda no Índice de Desenvolvimento Humano

Relatório do Desenvolvimento Humano - 2013
A Ascensão do Sul: Progresso Humano num Mundo Diversificado

Quanto à evolução do Índice de Desenvolvimento Humano, que não tem apenas em conta o produto e o rendimento, mas também a esperança de vida e a escolaridade da população, as Nações Unidas estão otimistas ao verificarem que "o ritmo de progresso do IDH foi mais rápido nos países que se situam nas categorias baixa e média do desenvolvimento humano. Trata-se de uma boa notícia", afirma o relatório, embora assinale que "não será desejável, nem sustentável, que os progressos no IDH sejam acompanhados pelo aumento das desigualdades de rendimento, padrões insustentáveis de consumo, despesas militares elevadas e uma fraca coesão social". 
"Como foi possível a tantos países do Sul mudar as suas perspetivas em matéria de desenvolvimento humano?", questiona a dada altura o relatório da ONU, apontando três fatores para explicar essa evolução: "um Estado pró-ativo no domínio do desenvolvimento; a exploração de mercados mundiais e uma aposta numa política social inovadora". No entender do relatório, estes fatores põem em causa as "abordagens preconcebidas e prescritivas: por um lado, põem de lado uma série de procedimentos coletivistas e geridos a nível central e, por outro, afastam-se da liberalização desenfreada adotada pelo Consenso de Washington.
  Portugal na contramão da estrada do desenvolvimento humano
Se o otimismo é a tónica geral do relatório em relação aos países do Sul, os leitores portugueses do relatório ficam sem grandes razões para festejar: o país é o campeão das descidas no Índice de Desenvolvimento Humano 2012, caindo 3 lugares. Portugal ocupa agora a 43ª posição em 187 países, entre os Emirados Árabes Unidos e a Letónia. Ou seja, está apenas 5 lugares acima da linha que separa os países com desenvolvimento humano na categoria "muito elevado" dos que pertencem à categoria "elevado". Em comparação, a Grécia manhtém-se estável no 29º lugar do índice e a Espanha também mantém o 23º lugar nesta lista de países.
A par do Indice do Desenvolvimento Humano, que "reflete o desenvolvimento humano potencial, que poderia ser alcançado se as realizações fossem distribuídas de forma igualitária entre os residentes" de cada país, a ONU apresenta o mesmo índice ajustado à desigualdade, que desconta "o valor médio de cada dimensão [saúde, educação e rendimento] de acordo com o seu nível de desigualdade". Neste índice ajustado à desigualdade, Portugal regista uma perda de 10,8% em relação ao índice original.
Este retrocesso do desenvolvimento humano português vem contrariar a tendência positiva que se registava nas últimas décadas.